terça-feira, 20 de novembro de 2012
O serviço de Catador de Materiais Recicláveis na Classificação de Brasileira de Ocupações: Evolução e Fortalecimento
O Catador é um cidadão que, historicamente, tira do lixo o seu sustento.
Com o trabalho do catador a empresa de limpeza urbana (Vital Engenharia) deixa de pegar inúmeros quilos que seriam coletados e/ou dispostos no aterro de Conselheiro Josino (até 16 junho 2012 chegavam ao lixão da Codin) aumentando, desse modo, a vida útil do novo aterro sanitário. Na pior das hipóteses é uma economia de esforços e dinheiro. E é um serviço a população, já que esses materiais coletados pelos catadores evitarão o consumo de matéria prima virgem – recursos naturais esgotáveis – além da economia com coleta e disposição final [1].
Os catadores são vítimas de preconceito por parte da sociedade e constantemente são associados ao problema do lixo devendo ser associados as soluções. E são atores históricos da gestão dos resíduos nas cidades e da cadeia produtiva da reciclagem e merecem políticas públicas que fortaleçam seu perfil empreendedor e ecológico.. Exemplos dessa decisão política foram a promulgação da Lei Federal 12305/2010, Politica Nacional de Resíduos Sólidos e do Decreto Estadual 40.645 de 08 de março de 2007. Falta mesmo a Implementação efetiva e a Fiscalização do cumprimento destas Leis.
O exercício da ocupação de catador de materiais recicláveis foi estabelecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) sob o número CBO94 – Portaria 397 de 9/out/2002 do Ministério do Trabalho e Emprego – Governo Federal. Suas atividades estão elencadas nos títulos 5192-05, 5192-10 e 5192-15.
Nesses títulos da CBO descreve-se que, os trabalhadores da coleta e seleção de material reciclável são responsáveis por coletar material reciclável e reaproveitável, vender material coletado, selecionar material coletado, preparar o material para expedição, realizar manutenção do ambiente e equipamentos de trabalho, divulgar o trabalho de reciclagem, administrar o trabalho e trabalhar com segurança [2].
A descrição acima não é mais do que as atividades de logística dos materiais descartados pelos consumidores, elo da cadeia de serviços da industria de reciclagem e de remanufatura. Isto é, uma logística tal que buscando a máxima eficiência vai desde o fornecedor inicial até o varejista, passando por fabricantes, atacadistas e quem mais estiver envolvido nesta cadeia de suprimentos. Nela se identifica a principal barreira para a comercialização dos materiais recicláveis diretamente com as indústrias recicladoras - além da correta triagem - é a escala e a regularidade do suprimento para atender à demanda.
Quando se pretende estabelecer uma relação comercial direta com a indústria recicladora, esta exige que cada empreendimento seja capaz de responder adequadamente aos sistemas integrados de logística, de padronização e de comercialização. Esta dificuldade é contornada quando se formam redes de Cooperativas que contem com o envolvimento dos próprios catadores. O estudo Análise e Formação de Redes de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis no Âmbito da Economia Solidária demonstra que a formação de uma cooperativas (logo após uma rede) de catadores deve ser espontânea, partir de uma iniciativa dos próprios catadores como protagonistas da organização e da gestão da rede- de forma que o empoderamento[4] de uma rede cooperativas permita a autogestão. Em relação à sua viabilidade econômica, na medida em que cada cooperativa, da rede, esteja fortalecida, a atuação em rede de cooperativas adquire sentido e consequentemente garante sua sustentabilidade econômica e social.
Para conseguir esta evolução e mudanças dos catadores a ASSOCIACAO NACIONAL DOS CARROCEIROS E CATADORES DE MATERIAIS RECICLAVEIS (ANCAT) e o MOVIMENTO NACIONAL DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS (MNCR) organizam nos dias 28, 29 e 30 de novembro um evento de negócios, troca de experiências, disseminação de conhecimentos e tecnologias para a gestão eficiente dos resíduos sólidos a EXPO CATADORES 2012, no ExpoCenter Norte-São Paulo [5].
[1]http://www.lixo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=133&Itemid=240
[2]http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/ResultadoFamiliaDescricao.jsf
[3]Tirado-Soto M. M. http://www.sigma-foco.scire.coppe.ufrj.br/UFRJ/SIGMA/trabalhos_conclusao/consulta/relatorio.stm?app=TRABALHOS_CONCLUSAO&id_trabalho_conclusao=24512&estrutura_org_pai=550&estrutura_org_pai=CURSOPGSS&estrutura_org_pai=ENGENHARIA%20%28PESQ.OPERAC.E%20GERENC.DE%20PRODUCAO%29&buscas_cruzadas=ON
[4]O Conceito de empoderamento, segundo Paulo Freire, refere-se a uma pessoa, grupo ou instituição que realiza, por si mesma, as mudanças e ações que a levam a evoluir e se fortalecer
[5]http://www.expocatadores.com.br/expocatadores/pagina-exemplo/
domingo, 11 de novembro de 2012
Resíduos Sólidos e sua ligação com a Saúde e a degradação do Ambiente
Os resíduos sólidos (o lixo), quando indevidamente dispostos, constituem grande parte da carga poluidora que afeta a quase todos os recursos ambientais, como água, ar, solo e florestas.
A população urbana cresceu em 4,9 vezes entre os anos 1950 e 2011 (informação da divisão de população da ONU) resultando em 51% da população, do planeta, morando em cidades. São nas cidades que o acumulo de lixo acontece. Por esta razão, o lixo é um problema de difícil solução, em função da variedade de impactos negativos ambientais, socioculturais, econômicos, legais e de saúde pública decorrentes de sua disposição final. O mesmo informe, fez a projeção de que até 2050 a população que morará em cidades, no planeta, seria de 70% dos 9,3 bilhões de habitantes prognosticado para esse ano.
No Brasil, em particular, os censos do IBGE de 1989 e 2000 mostraram que, enquanto a população aumentou 16%, a quantidade de lixo coletado no mesmo período aumentou em 56%. Isto confirma o parágrafo de Pólita Gonçalves A produção de lixo é inevitável e inexorável. Todos os processos geram resíduos, desde o mais elementar processo de metabolismo de uma célula até o mais complexo processo de produção industrial. Por outro lado, a lata de lixo, não é um desintegrador de matéria. A humanidade vive em ciclos de desenvolvimento e neste momento estamos vivendo um ápice do desperdício e irresponsabilidade na extração dos recursos naturais esgotáveis [1].
Diante desse cenário, se teve a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010 e de seu Decreto de Regulamentação (Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010), os quais forneceram um marco regulatório amplo e homogêneo para todo o território nacional.
Protesto de catadores no lixão-fechado da Codin,[2]
Protesto de catadores do lixao em São Gonçalo [3]
Um dos instrumentos de implementação da PNRS é a criação e o apoio a cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis com linhas especiais de financiamento público. Além de que a implantação de coleta seletiva com a participação dos catadores está prevista como prioridade para a implantação dos planos de gestão dos resíduos sólidos municipais e estaduais que, consoante a PNRS, devem apresentar diagnóstico da situação do lixo e das metas para redução e reciclagem, principalmente dar um fim aos lixões até 2014.
É com essas ações que a PNRS estabelece, como um de seus objetivos, a integração dos catadores nas atividades que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, ou seja, o catador é reconhecido como um elo no conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, a fim de minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos[2].
O modelo de gestão de gerenciamento de resíduos sólidos trazido pela PNRS promete gerar melhores resultados em termos de desenvolvimento das atividades de Saneamento Básico no Brasil, garantindo um serviço de maior qualidade e a inclusão social dos catadores, embora tenha que de ser cuidadosamente tratados alguns problemas técnicos (capacitação dos catadores e riscos de contaminação) e éticos (informalidade e condições higiénicas no ambiente de trabalho) [4].
[1]GONÇALVES, Pólita. A Reciclagem Integradora dos Aspectos Ambientais, Sociais e Econômico. Rio de Janeiro: DP&A, Fase, 2003. 184p.
[2]http://www.ururau.com.br/cidades23510 Foto da materia "Ex-catadores do aterro da Codin protestam por falta de pagamento"
[3]http://www.mncr.org.br/box_2/blogsudeste/catadores-de-sao-goncalo-realizam-manifestacao-contra-fechamento-de-lixao-sem-assistencia-a-categoria
[4] http://www.tresiambiental.com.br/article.php3?id_article=655, matéria titulada A integração de catadores de recicláveis na gestão de resíduos sólidos
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Termina o Mês do 'Consumo Consciente' e se inicia a constatação da importância do serviço do Catador de Materiais Recicláveis
No mês de outubro foram desenvolvidos eventos para divulgar a necessidade de uma reflexão previa ao tomar a decisão de compra dos produtos que nos são indispensáveis.
Recomendou-se não ter de comprar tudo o que se vê nas prateleiras, é bom para o bolso e bom para estender a vida dos recursos naturais. Não deve-se acreditar em tudo o que disse as propagandas e duvidar das informações tendenciosas e manipuladoras. Não é preciso seguir a moda e descartar um produto que ainda serve. Parte deste chamado termina com as perguntas - Precisamos bens de consumo para amar e ser amados? Ou para sermos felizes? Ou para nos sentirmos importantes e reconhecidos socialmente?
As reflexões e recomendações divulgadas estão ligadas a dois fatos:
(a)toda atividade humana gera resíduos (lixo) e
(b)os resíduos não desaparecem colocando-os nas lixeiras.
Esses resíduos devem ser administrados e tratados, de forma a eliminar vetores prejudiciais à saúde e preparados de forma a preservar o meio ambiente. Esse tratamento forma parte do chamado Saneamento Básico![1]
Cálculos do ambientalista Sérgio Ricardo (do grupo de trabalho da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)) reportam que, 18% do Produto Interno Bruto dos municípios do país é gasto para enterrar lixo. Ele avaliou a perda econômica do país, pela ineficiência de sua coleta de resíduos, numa média de R$ 8 a 20 bilhões com material reciclável que é enterrado, segundo o Ministério do Meio Ambiente [2].
Essa avaliação feita em forma aproximada é a que mexe com os interesses econômicos das empresas concessionárias da coleta de lixo no Estado e coloca em risco os interesses laborais dos catadores de materiais recicláveis. A Lei Federal 12.305/2010 da Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a desativação dos lixões até 2014, ela condiciona essa eliminação a um plano de inclusão social e produtiva dos catadores.
Constata-se, também, que poucas atividades passaram por tantas mudanças como a dos catadores de materiais recicláveis. Até pouco tempo, eram vistos apenas como cidadãos à margem da sociedade que exploravam o lixo. Hoje, eles são considerados agentes essenciais para minimizar o impacto ambiental provocado pelo acúmulo de resíduos sólidos nas grandes cidades, com o trabalho reconhecido por leis federais e ações específicas dos governos [3].
O fechamento dos lixões e planos de recuperação ambiental, desses locais, pode ser planejada com a mão de obra dos catadores, incluindo-os no processo de recuperação e replantio. Além, de ser incluídos na coleta seletiva do município e na cadeia produtiva da reciclagem e da remanufatura.
Na cidade e Rio de Janeiro a coleta de material reciclável é de 3% do total de lixo coletado [4], em Campos não é diferente, com esses dados se vislumbra um espaço enorme para avançar, mas o primeiro movimento é uma política pública necessária que garanta um tratamento humanitário aos catadores. Uma disposição política como a mostrada pelo governador do Estado de Minas Gerais quem anunciou no 22/outubro, na abertura do a abertura do 11º Festival Lixo e Cidadania, que a partir do mês de dezembro, será o primeiro estado do país a pagar a Bolsa Reciclagem, uma remuneração às associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis pelos serviços ambientais prestados.
[1]Lei Federal Nº 11.445/2007, artigo 2° item III.
[2]http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/09/24/rio-desativara-mais-um-lixao-sem-se-preocupar-com-futuro-dos-catadores/
Fonte: Jornal do Brasil
[3]http://www.portaldomeioambiente.org.br/editorias-editorias/lixo-a-reciclagem/5275-brasilia-combate-o-problema-do-lixo-urbano-com-reciclagem-e-inclusao-social
[4]http://www.farolcomunitario.com.br/mg_005_2005-minas-e-o-primeiro-estado-a-remunerar-catadores.php
http://www.boainformacao.com.br/2012/09/rio-desativara-mais-um-lixao-sem-se-preocupar-com-futuro-dos-catadores/
Representantes norte-americanos da Appalachian State University Energy Center, do estado da Carolina do Norte, visitam Maracanaú nesta terça-feira, 28. O intuito da comitiva é verificar o potencial produzido pelo aterro sanitário do Município com o propósito de implantar a Usina de Gás Metano. A equipe participou de um encontro, pela manhã, com os 73 catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis da Cooperativa de Produção do Conjunto Vida Nova – COOMVIDA e o ÂNIMA – Instituto de Tecnologias Sustentáveis – OSCIP. Agora à tarde, será realizada uma reunião com o prefeito Roberto Pessoa e a secretária de Assistência Social e Cidadania, Glauciane Oliveira. Em 2009, uma comitiva da Appalachian State University visitou sete aterros sanitários do Ceará e escolheu Maracanaú para desenvolver o projeto Energy Park. O programa consiste na construção de um parque de energia, extraída do gás do aterro, utilizada para processar vidro e plástico. O material coletado pelos catadores poderá se transformar em novos produtos e, assim, proporcionarem mais renda a esses trabalhadores. (AF)
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Dia do Consumo Consciente!
Em 15 de outubro é comemorado o Dia do Consumo Consciente. A data foi instituída em 2009 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Brasil, com a finalidade de conscientizar a população sobre os problemas socioambientais que os padrões atuais de produção e consumo estão causando ao planeta e aos próprios seres humanos.
A imagem é eloquente ao mostrar a situação do consumo de água, minérios, energia e de alimentos para nossa sobrevievencia. A mensagem dela é consuma sem consumir o mundo onde voce vive [2].
O MMA lançou, em 23 de novembro de 2011, o Plano de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), documento que articulará as ações de governo, do setor produtivo e da sociedade por um Brasil com padrões mais sustentáveis de produção e consumo. este plano tem como objetivos:
- fomentar no país as compras sustentáveis;
- promover a educação para o consumo sustentável;
- trabalhar a agenda ambiental na administração pública de forma a transformar os prédios e a gestão pública para que se tornem mais sustentáveis;
- trabalhar o varejo sustentável;
- aumentar a reciclagem e fomentar novas cadeias produtivas e torná-las fonte de renda para os catadores nos grandes centros.
A proposta do PPCS necesita de um trabalho articulado e compartilhado, com o objetivo comum de continuar usufruindo os bens que nos proporciona o planeta; refletindo sobre como reverter os excessos de consumo atuais para que assim as futuras gerações possam também desfrutar do planeta. A humanidade já consome em recursos naturais e devolve como resíduo uma vez e meia do que o planeta é capaz de repor e absorver.
Dicas para comemoraro dia das crianças de forma sustentavel:
- organize uma reunão familiar ou um piquenique, crinça adora alegria das reuniões,
- brinque com suas crianças e estimule comentarios sobre as brincadeiras da sua infancia,
- visite praças e/ou passeios da cidade,
- cuide dos resíduos de seu consumo, descartando-os em lixeiras ou guardando-os até achar um, esse contato educará melhor pela prática,
A seguir Dez Novos Caminhos para a Produção Responsável e o Consumo Consciente, apresentado pelo Instituto Akatu na Rio+20,
Queremos MAIS durável do que descartável;
Queremos MAIS produção local do que global;
Queremos MAIS uso compartilhado do que posse e uso individual;
Queremos MAIS produtos e serviços com responsabilidade socioambiental;
Queremos MAIS opções virtuais do que materiais;
Queremos MAIS aproveitamento integral de produtos e zero desperdício;
Queremos MAIS satisfação pelo uso do que pela compra;
Queremos MAIS escolhas saudáveis;
Queremos MAIS emoções, ideias e experiências do que os produtos materiais; Queremos MAIS cooperação do que competição. Bom dia das Crianças e auspiciosa reflexão sobre o Consumo Consciente no dia 15! [1]http://biosferams.org/2011/10/dia-do-consumo-consciente/ 11de outubto 2011 [2] http://www.akatu.org.br/Content/Akatu/Arquivos/file/NOV-AKATU-VALEq_4_Fold.pdf
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Semana Nacional do Trânsito 2012: Reflexões sobre Preservação do Meio Ambiente
A partir da terça-feira 18 e até a terça feira 25 deste mês setembro se comemorará à Semana Nacional do Trânsito, que neste ano traz o tema Não exceda a velocidade, preserve a vida.Portanto, percebe-se que estão sendo divulgados nos diversos meios de comunicação (jornais da TV, das rádios, da internet e tablet's, celulares e impressos) as ações do Departamento de Estradas de Rodagem dos Estados do Rio, de São Paulo e Minas (DER-RJ, DER-SP e DER-MG), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Ministério das Cidades, essas atividades foram elaboradas para chamar a atenção das vítimas que, por falta de cuidado e respeito pela vida própria e a dos outros, resultaram de acidentes de trânsito nas estradas.
Em Sao Paulo, a Rede Nossa São Paulo aproveita a semana iniciada em 16 de setembro e finaliza em 22 Dia Mundial sem Carro para refletir sobre os impactos da poluição do ar (aumento de consumo de petróleo), da poluição sonora (barulho de motores e buzinas) e da ocupação do solo (km's de congestionamento) pela utilização excessiva dos carros nas cidades. Razões que impedem usufruir o dia a dia nas ruas, passeios e praças dos bairros da cidade. Após a reflexão espera-se ganhar força para propor e exigir políticas públicas dos governos que garantam a mobilidade urbana com transporte público de qualidade e condições de segurança para o uso de bicicletas
!
As contas e lógica são simples: mais veículos nas ruas ==> menos espaço ==> menos mobilidade ==> mais queima de combustíveis ==> mais emissão de gases e poluição.
É pela queima de combustíveis fósseis (87% dos veículos o usam) que advém a maior parcela de substâncias poluentes, como o dióxido de carbono e material particulado (fumaça)[1]. As decisões da infra-estrutura do trânsito e das medidas em prol do meio ambiente e da saúde pública são do poder público; mas iniciativas e mudanças de comportamento individuais, quando realizadas em maior frequência, também surtem efeitos realmente concretos em prol do Meio Ambiente. A seguir alguns exemplos:
- Usar mais o transporte público para viajar, as vezes resulta rápido, econômico e seguro contra acidentes.
- Usar a bicicleta como meio de transporte, não só para lazer, melhora o condicionamento físico e não fica em engarrafamentos.
- Caminhar para distancias curtas, os médicos recomendam esta prática.
- Pratique carona solidária, entre colegas do serviço e vizinhos do bairro.
Para finalizar, no dia 22 de aetembro se celebra O Dia Mundial Sem Carro, o principal objetivo da data é fazer com que os cidadãos pensem um pouco sobre o estilo de vida que levam, e sobre a possibilidade de diminuírem o uso do carro, ou até mesmo o substituir por outro meio de transporte assim preservaremos o Meio Ambiente para as gerações futuras.
[1]Qualidade do Ar: Poluentes http://www.cetesb.sp.gov.br/ar/Informa??es-B?sicas/21-Poluentes
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Municípios obrigados a elaborar Plano de Gestão de Lixo: só Mobilização conseguirá que comtemple a Inclusão Produtiva dos Catadores
Em 23 de agosto em frente a Assembleia Legislativa (ALERJ) cerca de 300 Catadores do lixão de Itaóca, em São Gonçalo realizaram manifestação para reivindicar atendimento à categoria que ficou sem trabalho depois do fechamento do lixão em fevereiro de 2012 deixando 700 famílias sem trabalho. Os catadores reivindicam pagamento pela Prefeitura de São Gonçalo o que foi acordado antes do fechamento efetivo. fechamento [1].
Os lixões vazadouros ou aterros controlados) estão em processo de fechamento no Estado do Rio de Janeiro em cumprimento da Lei Federal 12305/2010 da Politica Nacional de Resíduos Sólidos. O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (o MNCR) busca que todos os catadores afetados sejam indenizados e tenham sua inclusão produtiva garantida nos programas de coleta seletiva o que também esta contemplada na própria Lei [2].
Em relação dos catadores que trabalharam no aterro controlado da Codin, fechado a partir do 16 de junho, deixou 500 pessoas sem o trabalho que conhecem e dele tiraram seu sustento. E até o momento não se conhece uma posição que mostre o aproveitamento deles em alguma usina de triagem. O local construido para ser Usina de Triagem em Codin não funciona!
Fazem-se necessarias explicações a decalração escrita no Blog do Secretário de Serviços Públicos da Prefeitura de Campos "Em breve teremos ao lado da unidade de lixo Hospitalar a Usina de Reciclagem, com capacidade de processar mais de 100 toneladas de lixo por dia. [3]
É necessario, tambem, informar qual vai ser o fim da área do lixão da Codin. A população não sabe se passará por processo de recuperação ambiental que inclui cobertura total do aterro com argila, drenagem do chorume e de águas pluviais, plantio de mudas, captação e tratamento de gás.
A participação e a cobrança da população e do Ministério Público podem garantir que os Municípios elaborem Planos de Gestão do Lixo onde se contemple a Inclusão dos catadores e neste momento conta-se com a guia da Política Nacional de Resíduos. Sólidos.
[1]http://www.mncr.org.br/box_2/blogsudeste/catadores-de-sao-goncalo-realizam-manifestacao-contra-fechamento-de-lixao-sem-assistencia-a-categoria
[2]art. 15, da Lei federal nº 12.305/10, inc. V
[3]http://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=1966Unidade de tratamento de lixo hospitalar é inaugurada. Postado em 08/06/2010.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Participação da população é fundamental! Lembrar a conquista da UENF que mostra o caminho para lutar por uma coleta seletiva que objetive a erradicação da pobreza dos catadores
As atividades de pesquisa e pós-graduação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) iniciaram se em agosto de 1993. Há 19 anos começou a labor de transformação de uma universidade pública em Campos dos Goytacazes!
Foi fruto de uma campanha popular iniciada no ano 1988 a luz da chamada Constituição Cidadã (promulgada pela Constituinte de 1986), ela promoveu a mobilização que levou a aprovação da proposta que indicava a cidade de Campos dos Goytacazes como sede da universidade, em 26 de setembro de 1989, [1]. Em 16 de março de 1991 foi publicado em Diário Oficial que a Professora Zuleima Faria presidiria a Comissão Especial de Implantação da UENF, [1].
A universidade, nestes dias, passa por um período de luta dos seus professores quem reivindicam remuneração justa e como parte da responsabilidade de ensino declaram-se firmes na luta pelo projeto idealizado por Darcy Ribeiro: a de estabelecer uma universidade pública e gratuita capaz de propor inovações para um processo sustentável de desenvolvimento na região Norte/Noroeste Fluminense [2].
Então, com este antecedente afirma-se que só a mobilização da população conseguirá que em época de eleição de novo Prefeito se possa discutir sobre o Saneamento Básico para a cidade de Campos. Saneamento que inclui a Gestão dos Resíduos Sólidos Residenciais e Industriais além da distribuição da água potável e do tratamento do esgoto. Em relação ao lixo se deve pensar no reaproveitamento ou reciclagem dos materiais devem ser esgotadas antes de serem encaminhados aos aterros, seguindo a ordem de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.
Esta é uma oportunidade ímpar para discutir o significado da erradicação da pobreza, sem assistencialismo, da sustentabilidade e economia verde temas discutidos no recente evento Rio+20. Levar a discutir como conduzir a cadeia da reciclagem para outro patamar com a ampliação de políticas públicas de coleta seletiva com inclusão e remuneração dos catadores de materiais recicláveis, pelos serviços prestados.
Estes são um dos temas que precisa da participação e mobilização permanente da população pois trata de mantermos o ambiente do planeta sem doenças, com recursos naturais presentes, para as gerações futuras; em poucas palavras em condições de sobrevivência!
Toca-se este problema porque com o fechamento, em 16 de junho 2012, do aterro controlado em Codin e o funcionamento do aterro sanitário distante 25 Km, aumentarão os lixões clandestinos, se não se tomam providencias para evitar estas irregularidades. Por exemplo o lixão, próximo aos bairros de Aparecida, Novo El Dorado e Palmeiras que motivou uma denuncia no youtube. Um outro após a ponte sobre o Rio Ururaí, na entrada da cidade de Campos pela estrada dos Ceramistas
Situação nada diferente ao caso do aterro de Gramachofechado ofi, cialmente em 3 de junho 2012 no Rio de Janeiro. Como publicado no jornal, [3], foi descoberto um novo lixão após, de mais, de 30 dias do fechamento, nele eram colocados os resíduos do Município de Duque da Caxias, com uma população de quase um milhão de habitantes.
Portanto divulguemos a necessidade da participação da população no caso da coleta seletiva tarefa necessária para chegar á filosofia do Lixo Zero, que preservará o Meio Ambiente!
[1]LIMA, Lana e ALVES, Heloiza. UENF, a Universidade do Terceiro Milênio: Uma Memória 1993-2003. Editora UENF, 144 páginas, 2003.
[2]http://aduenf.blogspot.com.br/2012/08/comunicado-da-diretoria-da-aduenf-no.html
[3]http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/07/apos-fechamento-de-gramacho-galpao-vira-deposito-de-lixo.html
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