quarta-feira, 20 de maio de 2015

Divulgação para o Fortalecimento da Reciclagem comemorou o dia 17 de maio!

O Dia Internacional da Reciclagem foi instituído pela UNESCO  (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, e a Cultura), foi comemorado no dia 17 de maio. 
Essa data foi criada para a reflexão sobre as questões ambientais, sobre o consumismo e alternativas para mitigação de impactos: como o consumo consciente e redução do desperdicio.
Todo o processo de geração, coleta, triagem, armazenamento e distribuição dos resíduos resultam em problemas sociais, ambientais e econômicos. Sabe-se que todas as atividades humanas geram resíduos, portanto em quase todos os lugares há a possibilidade dos residuos, sem um planejamento e gestão adequada, podem causar problemas. Para evitar e/ou diminuir esse risco, é preciso lembrar da necessidade de aderirmos as atitudes relacionadas aos conceitos pautados pela Agenda 21 (ECO-92): Reduzir, Reutilizar e praticar a Coleta Seletiva, que nada mais é que a separação dos materiais para efetuar a Reciclagem e/ou a destinação correta. A reciclagem, que necessariamente é um procedimento industrial, consegui recuperar materiais e voltar para o ciclo produtivo evitando a retirada de mais recursos naturais e diminui o consumo de energia elétrica [1].
Na cidade de Rio de Janeiro a Recicloteca - Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente- [1] comemora a data desde 2013. realizando atividades sobre coleta seletiva e reciclagem em instituições de ensino dos bairrios de Botafogo e Flamengo..
A seguir se publica o poster de comemorção da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária de  2014

Em Manaus o domingo 17, um abraço simbólico ao Teatro Amazonas celebrou a data, o evento ressaltou a importancia da Reciclagem e a valorizaçao dos trabalhadores que desenvolvem a coleta seletiva, triagem e armazenagem: os catadores!
Um abrarço simbólico em torno ao Teatro Amazonas, de catadores do MNCR e estudantes [2].  

Composta, em média, por 400 catadores, segundo a coordenadora do Comitê Estadual dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), Irineide Lima, a categoria está dividida em seis associações e três cooperativas responsáveis por receber e triar os materiais recicláveis da cidade [2]. 
Dois catadores independentes recebem material do Projeto- Coleta Seletiva da UENF, uma vez por semana..
A equipe do Projeto de Extensão, que operacionaliza a coleta seletiva na Uenf, vem fazendo entregas do papelão coletado, uma vez por semana, a catadores vizinhos do campus reconhecendo neles sua iniciativa e sua importância na cadeia da indústria de reciclagem. 


Com a reciclagem se completa a agregação de valor para os materiais descartados pelos usuários. Tal ganho de valor se inicia com a separação dos resíduos (feita pelo cliente), a coleta (feita pelos catadores) e termina com os procedimentos de reciclagem, 

[1] http://www.recicloteca.org.br/noticias/17-de-maio-o-dia-internacional-da-reciclagem/
[2] http://new.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/abraco-simbolico-teatro-amazonas-celebra-diamundial-reciclagem/134086

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Reflexões para comemorar o DIA da TERRA

Todo 22 de abril, há 45 anos, comemora-se o Dia da Terra. A Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 denominou a data como Dia Internacional da mãe Terra. O propósito desta data e da denominação é marcar a responsabilidade compartilhada para buscar a harmonia com a natureza em um tempo em que são visíveis as correlações da ação humana e a mudança climática, a exploração dos recursos naturais, a extinção de algumas especies de animais e a necessidade de melhores padrões de consumo e produção. 

A Carta da Terra [1] é uma declaração de princípios éticos para a construção de uma sociedade global sustentável, pacífica e com justícia socioeconômica. Foi escrita em 1992 durante a Conferencia da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Rio-92, mas sua versão final foi concluída em Paris, no ano 2000. Seu texto leva a acreditar que "um outro mundo é possível". A seguir a relação adaptada, desses princípios[2]
1. Conheça e proteja as pessoas, animais e plantas:
- Tenha respeito pelo modo como as plantas, animais e pessoas vivem;
- Proporcione proteção a diversidade de vida: Lute contra a matança indiscriminada de animais e Cuide das plantas e árvores de seu entorno (bairro e local de trabalho).
2. Sempre respeite estas três coisas:
- A vida de todo e qualquer ser vivo;
- Os direitos das pessoas sem limitar-se pela cor da pele, religião, opinião política, língua ou situação econômica;
- O bem estar de todos os seres vivos.
3. Utilize com cuidado o que a natureza oferece: água, solo, ar...
E defenda a ideia de que todos têm direito a esses bens naturais.
4. Mantenha limpo o lugar onde você vive:
- Observar e inventar formas de economizar água;
- Separar resíduos secos (recicláveis) dos orgânicos (úmidos); jogue o lixo no lixo;
- Procure manter todas as suas coisas em ordem;
-  Adote a ideia dos “três erres”:
Reduzir
Reutilizar
Reciclar
O desmatamento não destrói apenas os ecossistemas, mas também leva à extinção de animais que neles vivem [3]. São exemplos: o mico leão dourado, tartaruga marinha, arara azul, onça pintada, tamanduá bandeira.
5. Aprenda mais sobre o lugar em que você vive
Sobre os seres vivos que fazem parte da sua comunidade e dos que vivem em outros lugares do planeta. Conheça e valorize o lugar onde vive e 
Compartilhe com outros o que você sabe.
6. Todo mundo deve ter o que necessita para viver!
Procure desejar ter somente o que realmente precisa. Aprenda a compartilhar o que tem e defenda sempre que:
- Todos devem ter o que necessitam para viver com dignidade: comida, casa, escola, médico e medicamentso;
- Todas as crianças devem ter acesso à escola;
- As pessoas necessitadas devem ser aquelas a quem nós devemos ajudar mais.
7. Diga sim à paz e não à guerra
- Procure viver em harmonia com todo mundo;
- Ajude as pessoas que estão a sua volta e ofereça a elas a sua amizade;
- Colabore para que mais pessoas apreciem as coisas boas e bonitas do nosso planeta;
- Cuide e ame as outras pessoas, animais e plantas: em casa, na escola e na sua comunidade ou cidade;
 Devemos nos esforçar para que haja paz em todo o mundo.
É preciso que todos se entendam e se ajudem mutuamente.
8. Estude, dando especial atenção para aquelas coisas que o ajudarão a conviver melhor com as outras pessoas e com nosso planeta.
- Quanto melhor se educar, melhor saberá viver;
- Utilize os meios de comunicação para lhe ajudar a compreender as dificuldades e problemas que as pessoas ao redor do mundo enfrentam;
- Estude com maior interesse os assuntos que lhe ajudem a ser uma pessoa melhor e a buscar alternativas para tornar o mundo um lugar melhor de se viver.
Em California’s Sierra Nevada,  se conserva a árvore gigante sequoia de 3.200 anos, apelidada de “A Presidente”,. com 75 metros e tronco de 9 metros de diâmetro. Foto da National Geografic  [4].
[1] http://people.ufpr.br/~dga.pcu/Carta%20da%20Terra.pdf
[2] http://www.parceirosvoluntarios.org.br/images/Capa/file/CTparacriancasNAIA.pdf
[3] vhttp://animaisemextincao.com/lista-de-animais-em-extincao-brasileiros.html
[4] http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/arvore-de-3-200-anos-que-mal-cabe-numa-foto.html

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dia Nacional da Conservação do Solo: 15 de abril

 A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2015 o Ano Internacional dos Solos[1] com a intenção de mobilizar e aumentar a consciência da sociedade  para a importância dos solos como parte fundamental do meio ambiente e os perigos que envolvem a degradação deles no mundo.
O solo é a camada superficial da crosta terrestre, sendo formado basicamente por rochas e sua fragmentação, aglomerados minerais e matéria orgânica oriunda da decomposição de animais e plantas. É onde se desenvolvem e nutrem as plantas e serve de base para moradias e outras  construções que conformam a chamada ecologia artificial[2].
A formação do solo levou milhões de anos pela fragmentação de rochas sujeitas a intempérie. Fonte http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Solo/Solo7.php
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (Food and Agricuture Organization - FAO) alargou (IUSS. 2006) o conceito e definiu o solo como qualquer material nos primeiros dois metros a partir da superfície terrestre que está em contacto com a atmosfera, com exceção de organismos vivos, áreas de gelo contínuo, não coberto por outro material e corpos de água de profundidade superior a dois metros. O solo é constituído por três fases: fase sólida que se divide em matéria orgânica e, essencialmente, em matéria mineral, fase líquida (solução do solo) e fase gasosa (atmosfera do solo).
É do solo que retiramos a maior parte de nossa alimentação direta ou indiretamente, se este estiver contaminado, certamente nossa saúde estará em risco. Portanto, o tema solo encontra-se no centro dos principais desafios do planeta – a produção de alimentos e de energia – em decorrência do papel fundamental na mitigação de efeitos de mudanças climáticas, na manutenção dos mananciais e na sustentação da biodiversidade, na medida em que estoca água, recicla nutrientes, protege contra enchentes, sequestra carbono e abriga cerca de 25% da biodiversidade do planeta [3]. 
Solo rico em humus,bom para agricultura. Fonte
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Solo/Solo7.php 
Solo argiloso compactado pela falta de água. Fonte
http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Solo/Solo7.php
Para a engenharia agrícola o solo é a camada na qual pode-se desenvolver vida (vegetal e animal). Para a engenharia civil, sob o ponto de vista da mecânica dos solos, o solo é um corpo passível de ser escavado, sendo utilizado dessa forma como suporte para construções e edificações ou material de construção. Para a biologia, através da ecologia, o solo infere sobre os ciclos de renovação dos nutrientes minerais e determina os diferentes ecossistemas e habitats dos seres vivos[2]. 
Infelizmente substâncias como lixo, esgoto, agrotóxicos e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem acarretam a perda do solo. Outras causas de perda de solo são: a falta de água (desertificação), a erosão, o assoreamento, destruição da cobertura vegetal e/ou desmatamento e a poluição.

Principais fontes poluidoras do solo [4]:

- Inseticidas

- Solventes

- Detergentes

- Remédios e outros produtos farmacêuticos

- Herbicidas

- Lâmpadas fluorescentes

- Componentes eletrônicos

- Tintas

- Gasolina, diesel e óleos automotivos

- Fluídos hidráulicos

- Fertilizantes

- Produtos químicos de pilhas e baterias

- Lixões e esgoto sem tratamento


 O solo é um recurso que se forma muito lentamente (aproximadamente 1 cm a cada 100 anos) e que se degrada muito rapidamente (em minutos ou em poucos anos).  Portanto, pode-se dizer que, considerando a  escala de tempo da vida humana, o solo é um recurso natural não renovável. Ele é fundamental para a erradicação da fome e o desenvolvimento econômico e social da humanidade.

O Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituído pela Lei Federal 7876/1989. Essa data foi criada com o objetivo de dedica-la à reflexão sobre a utilização correta do solo de modo a viabilizar a manutenção e a melhoria de sua capacidade produtiva e garantir a produção de alimentos de forma sustentável e sem a degradação ambiental. 

[1] http://portaldoagronegocio.com.br/noticia/onu-2015-ano-internacional-dos-solos-122116
[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Solo
[3] http://www.sbcs.org.br/wp-content/uploads/2015/03/carta-Brasilia-1.pdf
[4] http://www.todabiologia.com/ecologia/poluicao_dos_solos.htm
IUSS. 2006. Relatórios apresentados no 18th World Congress of Soil Science, International Union of Soil Sciences, 9 e 14 de Julho de 2006, Philadelphia, USA.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O crescimento do trabalho de catador estimula a solidariedade e promove a libertação de atuais formas de exploração!

Na mensagem do dia 6 de abril o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) destaca a experiencia de trabalho em cooperativas e em Redes de cooperativas que são conquistas promovidas pelo MNCR como apoio de Políticas Públicas em processo de implementação. A seguir a transcrição de da matéria titulada:
Cooperativas de catadores negociam em pé de igualdade e obtêm melhor renda


Setor de comunicação

O sonho dos catadores de materiais recicláveis de deixar de lado os atravessadores na comercialização dos materiais coletados está se tornando realidade. A mais nova indústria de beneficiamento de recicláveis propriedade dos próprios trabalhadores instalada em Pinhais, cidade próxima a Curitiba, no Paraná, está dando um grande passo nesse sentido. A Rede Cata-Paraná, que reúne 30 grupos e cooperativas de catadores e beneficia diretamente 600 catadores associados, começou a transformar as garrafas PET, plástico comum em embalagens de refrigerantes, em matéria-prima pronta para a indústria, produto conhecido como flocos de pet/flaks.
Reciclagem Popular: MNCR avança comercialização solidária interestadual
Usina de beneficiamento de PET em Pinhais - PR, planta autogerida por catadores do MNCR
Recentemente, a Rede Cata Paraná  ultrapassou sua atuação dentro do estado do Paraná e passou a beneficiar também redes de cooperativas do estado de São Paulo comprando o PET por preços melhores que os oferecidos pelos atravessadores.
A Rede Coopercop – parceria de cooperativas da região do Oeste Paulista –, que já existe há dois anos, realizou a primeira transação com o envio de carreta com 18 toneladas de PET para o Paraná. A negociação proporcionou ganho de 70% para as cooperativas de catadores do Oeste Paulista, já descontados os impostos e o custo de transporte. Outra rede de cooperativas do estado de São Paulo que já comercializa com a Rede Cata Paraná é a Rede Solidária Cata-Vida, da região de Sorocaba.
Aumento de volume e qualidade de material comercializado, com o trabalho de catadores em cooperativas e em redes de cooperativas.
“Outras redes, em que já há uma conversação – e espera-se que cheguemos a concretizar a comercialização conjunta de PET –, estão localizadas em Brasília, São Paulo (capital), Campinas, Mato Grosso e, por último, recebemos o interesse de uma rede no estado de Goiás”, comenta Carlos Alencastro Cavalcanti, catador representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) no Estado do Paraná.
A produção de Flak valoriza o material em até 100% e o produto se transformará em embalagens de bolo, cerdas de escovas, cordas, cobertores, roupas, entre outros produtos.
“Alguns desafios das redes de cooperativas de catadores são de manter os níveis de qualidade dos materiais e a tributação, pois somos obrigados a pagar o ICMS na comercialização interestadual. A logística também é um importante desafio, considerando o impacto que o preço do frete acarreta na composição do custo operacional, mas, sem dúvida, o principal desafio é o capital de giro, visto que não existem linhas de financiamento adequado a empreendimentos da economia solidária”, avaliou Carlos Cavalcanti.
A estratégia do MNCR de  organização dos catadores em cooperativas e associações de primeiro nível e em redes de cooperativas de segundo nível permite fugir da exploração do mercado de recicláveis, proporcionando melhores preços e qualidade de vida para os catadores. No entanto, essa estratégia ainda esbarra em barreiras tributárias sérias por falta de uma legislação que diferencie empreendimentos que visam lucro daqueles que não têm fins lucrativos, como é o caso de empreendimentos da economia solidária.
A versão original desta matéria se encontra em http://www.mncr.org.br/box_2/noticias-regionais/mncr-avanca-comercializacao-solidaria-interestadual

sábado, 21 de março de 2015

Reflexões no Dia Mundial da Água: mercadoria ou direito da humanidade

A Agencia da Organização das Nações Unidas, UN-Water que coordena assuntos sobre água doce e saneamento determinou o tema Água e Desenvolvimento Sustentável para a comemoração do 22 de março de 2015, Dia Mundial da Água. O objetivo para o tema é estimular o debate sobre a busca de soluções para os desafios relacionados à água, por exemplo a iminência da falta dela, pela forte estiagem sofrida no Brasil em desde 2013. 

Segundo a  Agencia nacional de Águas (ANA), o Brasil detém 12% da água doce do mundo, se consideradas as águas que nascem no país, e 18% considerando as águas que vêm de outros países, como o caso do rio Amazonas, que nasce em Peru, e o rio Madeira, que chega da Bolívia. 

No gráfico, se mostra que o consumo humano é da ordem do 7%, ou seja consumo nas cidades que exclui as indústrias e contempla: o uso doméstico, no comércio, nas empresas, nos órgãos públicos, nas escolas, nas universidades, nos hospitais, dentre outros. A utilização rural é de 1% que toma em conta o uso do homem do campo, exceto a utilizada na irrigação e a água dedicada a cuidar a sede dos gado e animais em geral. A vazão de retirada é o volume de água por segundo retirado da natureza. A vazão de consumo é o volume retirado por segundo, mas que não retorna diretamente à natureza. O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da ANA, apontou-se que o agronegócio é responsável por 83% do consumo total do país, confirmado pelo gráfico. Sendo que a nível mundial, o consumo médio, do agronegócio utiliza 70% da água consumível, seguida das indústrias e da mineração que consomem 21% desse recurso. Esta observação dá uma oportunidade para reduzir o desperdício levando a sociedade e as empresas a buscar um consumo racional que aumente a eficiência das empresas dedicadas ao agronegócios (2). 

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Fonte: Agência Nacional de Águas (1)

O maior consumidor do recurso é o agronegócio, considerando a irrigação e a água utilizada na criação de animais que representa mais da metade (60%) da vazão total que é restirada. Além da demanda por água ter aumentado em todos os setores, o uso do solo, o padrão de construção dos centros urbanos e industriais, por exemplo, tem alterado o território de modo que o acesso a água, tanto superficial como subterrânea, fiquem mais difícil. Em consequência não se pode manter o mesmo padrão de uso que há quatro décadas. Ainda de acordo com a   ANA, no campo no campo e nas indústrias a economia de água pode ser feita a partir de mudanças nos processos produtivos, utilizando técnicas mais eficazes  no uso da água e tecnologias de reúso do recurso; quer dizer melhorando a gestão e planejamento no uso da água. 

Segundo o professor Alberto Fonseca, do Departamento de Engenharia Ambiental da Escola de Minas, uma alternativa para que a economia de água seja eficaz no agronegócio e também na indústria é a aplicação das leis 9.433/1997 e 11.445/2007, que dizem respeito aos recursos hídricos e ao saneamento básico e incentivam o uso controlado por meio de outorgas, cobranças e tarifas (1).

Para os setores de bebidas e sucroalcooleiro, por exemplo, há alternativas para diminuir os problemas relacionados ao recurso, como melhoria nos processos internos ao mensurar e monitorar o uso da água, compreendendo a responsabilidade sobre o uso do recurso, tanto dentro como fora de sua instalações. Além disso, formar parcerias com grupos não governamentais de modo a encorajar a preservação e a melhoria dos sistemas de gestão da água e estimular fornecedores e compradores ao longo de toda a cadeia de suprimentos a adotar as melhores práticas de gestão. “Devido ao alto consumo de água pelo agronegócio, a economia por meio de políticas que ataquem esse setor é potencialmente mais eficaz. Atacando somente o usuário urbano, a economia de água será insignificante. Além disso, devido à precariedade dos sistemas, há muita perda do recurso”, avalia Alberto (1).

A água, tal como o sol e o ar, é um elemento essencial à vida na Terra. A água é um bem comum, um bem público, um direito da humanidade. 




(1) http://www.ufop.br/index.php?option=com_content&task=view&id=16034&Itemid=196
(2) 
http://arquivos.insper.edu.br/Desenvolvimento_inst/mkt_institucional/2014/estadao/agricultura/X7_22_9_2014.pdf

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Um ambiente ecologicamente equilibrado se consegui pela prática do Consumo Consciente em cada atividade humana, todo dia e vinte quatro horas por dia.

Ao final deste segundo feriado prolongado do ano, é bom lembrar que dia a dia, independente do dia de ser laborável ou festivo, deve-se buscar a harmonia entre o ambiente e o homem, ou seja, este deve usar o necessário do meio ambiente, protegendo-o, garantindo, dessa forma, sua sobrevivência e a conservação do meio para as gerações futuras, artigo 255 da Constituição Federal Brasileira de 1988. 

O consumo consciente é o jeito mais fácil e acessível a cada um para fazer do mundo um ambiente ecologicamente equilibrado e melhor para todos!  

A seguir transcreve-se matéria do Instituto Akatu sobre consumo consciente que pode ser aplicado a extensivamente em cada evento ou festividade local, regional ou global.   

Dez dicas para ter um Carnaval consciente e sustentável 

por Equipe Akatu, 10 fev 2015 - 

Saiba como e curta bastante o feriado prolongado sem abrir mão da sustentabilidade - 
É possível aproveitar a festa de Carnaval e, ao mesmo tempo, ter atitudes sustentáveis?
Pode apostar que sim! 
Veja aqui dicas de consumo consciente, que valem para os foliões e para quem vai curtir outra programação nesse período. São sugestões simples e práticas. 

Tenha um Carnaval Consciente!

1. Lixo é no lixo! Você vai pular Carnaval nos blocos e desfiles? Já pensou toda aquela multidão jogando papéis, copos, embalagens de bebidas e tudo o mais nas ruas? Seria uma tragédia! O lixo acumulado nas calçadas entope os bueiros e aumenta o risco de enchentes. Nas estradas, os detritos jogados nos acostamentos agridem e colocam em risco o meio ambiente e os animais. Nas praias, o lixo se espalha pela orla, vai parar no fundo do mar e, além de contaminar a água e consequentemente fauna e flora que nela vivem, seu recolhimento é muito trabalhoso. O consumidor consciente pode evitar estes impactos se levar consigo um saquinho para guardar seu lixo até encontrar um local apropriado para o descarte. Respeite o espaço público e o meio ambiente. E evite desperdício de comida e bebida, que geram mais resíduos ainda! 

2. Fantasia reciclada Você sabia que, para confeccionar uma fantasia, são utilizadas matérias-primas, água e energia em sua produção, além do transporte (que aumenta a emissão de gás carbônico no meio ambiente)? Que tal reutilizá-la, trocá-la com amigos ou reformá-la? Utilizando a mesma fantasia mais de uma vez, o consumidor consciente dilui ao longo do tempo os impactos negativos ocorridos na produção dos materiais que compõem a vestimenta. Além disso, evita que ela seja jogada fora e, assim, aumente a quantidade de lixo produzido desnecessariamente.

3. Cardápio saudável para ter pique! Escolha refeições balanceadas, ricas em alimentos de fácil digestão, como legumes, verduras, carboidratos integrais e carnes brancas. Evite pratos gordurosos, que deixam a digestão lenta e podem causar sonolência, dores de estômago e má disposição. Se você for comprar um lanche na rua, no sambódromo ou no salão, observe as condições de higiene do local e se os produtos vendidos estão em refrigeração adequada. E beba muita água (de 2 a 4 litros por dia). Com o calor e os pulos da folia, a produção de suor aumenta, por isso, você corre o risco de se desidratar. E evite o excesso de bebidas alcoólicas. Além de não fazer bem á saúde, também pode causar acidentes de trânsito e brigas de rua. 

4. Consciência na estrada Vai viajar de carro? Na época do Carnaval, o tráfego nas estradas é intenso, por isso, aumenta o risco de acidentes, além da emissão de poluentes. O que fazer? O consumidor consciente pode se organizar para viajar com o maior número possível de pessoas no carro, diluindo os impactos da viagem. Pode também fazer uma vistoria geral no veículo, incluindo a regulagem do motor, que poderá reduzir em até 5% o consumo de combustível e emitindo menos gases de efeito estufa. Pode ainda programar a saída de casa em horários de menos trânsito, reduzindo desta forma o tempo em marcha lenta e emissão maior de carbono. 

5. Turismo com respeito O turismo pode ter impactos positivos: respeitando os costumes dos lugares visitados e prestigiando a cultura e economia locais, o consumidor consciente contribui para o desenvolvimento da região visitada. 

6. Diga não à pirataria Quando o consumidor consciente compra artefatos de festa, CDs e DVDs, ele pode exigir dos fornecedores nota fiscal, evitando a sonegação de impostos e o estímulo à produção ilegal, que alimenta o crime organizado. 

7. Desplugue-se! Antes de viajar ou sair de casa por períodos prolongados para se distrair, o consumidor consciente pode tirar os aparelhos elétricos e eletrônicos da tomada, tais como televisão, DVD, micro-ondas, computador e carregador de bateria, a fim de economizar energia. O modo “stand by” – acionado quando o aparelho está desligado, mas conectado à rede elétrica pela tomada – faz com que o aparelho continue consumindo energia, podendo chegar até 25% do que consumiria se o equipamento estivesse ligado. 

8. Economize água! Vários municípios brasileiros, principalmente no Sudeste, estão com sérios problemas de escassez de água por conta da estiagem severa. Por isso, é hora de poupar água, seja na cidade onde você mora ou na visitada durante os dias de Carnaval. O consumidor consciente pode redobrar os cuidados brincando sem gerar desperdícios, tomando banhos mais curtos e aproveitando o calor para desligar o chuveiro caso demore ao se ensaboar ou lavar os cabelos. 

9. Sossego e bem-estar Aqueles que moram em cidades que não são destino de foliões e que não vão viajar podem aproveitar a tranquilidade e o tempo livre em atividades que valorizam o maior convívio com os amigos e/ou com a família. Caminhadas, visitas a parques, museus e centros culturais são algumas sugestões que estimulam o bem estar, não custam dinheiro e não consomem recursos naturais. 

10. O bloco do consumo consciente O consumidor consciente também pode divulgar estas dicas para os amigos e familiares, convidando-os a fazerem parte de um movimento por um carnaval mais sustentável. Espalhar os princípios que o Akatu apresenta aqui é como puxar um trio elétrico, atrás do qual só não vai quem ainda não entendeu que consumo consciente é o jeito mais fácil e acessível a cada um para fazer do mundo um lugar melhor para todos!   -

Reprodução de conteúdo livre desde que sejam publicados os créditos do Instituto Akatu e site www.akatu.org.br. Saiba mais em www.akatu.org.br/DireitosAutorais

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Curitiba abre credenciamento para dar autonomia a catadores na gestão de recicláveis

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, na fonte (1), abriu credenciamento para cooperativas e associações de catadores interessadas em assumir a gestão de unidades de triagem de material reciclável. O credenciamento – que fica aberto até o fim do ano – faz de Curitiba a primeira capital a criar condições para a destinação direta dos resíduos recolhidos pelo serviço municipal de coleta seletiva para os catadores, conforme preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
principal





    FOTOde: http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-abre-credenciamento-para-dar-autonomia-a-catadores-na-gestao-de-reciclaveis/35508
A eliminação de atravessadores no processo de gestão do material reciclável é um dos objetivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com o edital de credenciamento, Curitiba abre para as entidades de catadores a possibilidade de assumir essa gestão, que hoje conta com a colaboração do Instituto Pró-Cidadania (IPCC) e da Fundação de Ação Social (FAS), por meio do Programa EcoCidadão.
As associações e cooperativas credenciadas serão remuneradas pelo volume de material que chegar aos barracões, encaminhado diretamente pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que se compromete a destinar para cada unidade o mínimo de 10 toneladas semanais de recicláveis. Além dos resíduos recolhidos pelos caminhões de coleta seletiva, as unidades de triagem receberão também o volume recolhido nas Estações de Sustentabilidade. O edital de credenciamento prevê um acréscimo na remuneração por tonelagem para entidades vinculadas ao EcoCidadão que não possuem barracões




disponibilizados pelo poder público ou por terceiro.
A remuneração por tonelagem irá se somar aos valores provenientes da venda dos recicláveis pelas entidades. Além disso, o edital estabelece que quanto maior for o índice de eficiência em reciclagem maior será o repasse de resíduos recicláveis para as associações, possibilitando dessa forma um maior investimento.
Ganhos
“O novo processo de trabalho permitirá ao catador tornar-se um agente ambiental mais completo e eficiente, com ganhos  sociais, educacionais  e ambientais para todos”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.

“Vale destacar que as associações não ficarão sem amparo, já que o edital prevê situações diferenciadas para as cooperativas que até agora dependiam em maior e menor grau do Instituto Pró-Cidadania”, destaca o supervisor administrativo do Pró-Cidadania, Araí de Lara Bello Filho.

“O programa EcoCidadão surgiu há oito anos com o objetivo de promover socialmente os catadores, valorizando esses agentes ambientais da cidade. O novo modelo de gestão dá a oportunidade de as associações trabalharem como pequenas empresas, ampliando a capacidade das cooperativas e sua participação no trato das questões ambientais da cidade", explica o superintendente do Instituto Pró-Cidadania, Gerson Guelmann.

A publicação do edital de credenciamento para associações e cooperativas de catadores de material reciclável atende às exigências da Constituição Federal, da Lei de Licitações (Lei Federal nº 8.666 de 27 de maio de 1998),  e da Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei Federal nº 12.305 de 02 de agosto de 2010.

Além das às 21 associações ligadas ao EcoCidadão, o credenciamento é aberto a outras cooperativas interessadas, desde que atendam os  requisitos previstos no edital – entre eles, estarem constituídas há pelo menos dois anos.

Como vai funcionar

As associações interessadas em participar do credenciamento devem manifestar-se apresentando documentação na sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Curitiba até o dia 14 de dezembro de 2015. A lista completa dos documentos e pré-requisitos está disponível no link: http://multimidia.curitiba.pr.gov.br/2014/00157285.pdf.

Caberá à credenciada fazer a gestão administrativa e operacional do trabalho da equipe e dos catadores, organizados em sistema de cooperativas e associações de trabalhadores. Além disso, a credenciada deverá comprovar economicamente a destinação social dos recursos oriundos da comercialização dos resíduos recicláveis, promovendo o desenvolvimento social da cooperativa e associação e de seus cooperados/associados, de acordo com a legislação vigente da categoria. Fica proibida a utilização de animais e trabalho infantil e é obrigatório seguir as normas ambientais e de segurança no trabalho.

Essas e outras informações podem ser acessadas no Edital nº 002/2014-SMMA, publicado no site da Prefeitura de Curitiba (http://multimidia.curitiba.pr.gov.br/2014/00157285.pdf).

(1) http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-abre-credenciamento-para-dar-autonomia-a-catadores-na-gestao-de-reciclaveis/35508